quarta-feira, 13 de julho de 2011
Valdecy Alves: DOCUMENTÁRIO PRODUZIDO DE FORMA INDEPENDENTE - COM...
Audiência pública da CEC faz Secretário do MEc propor criação de comitê gestor para tratar da revalidação de diplomas de pós-graduação no exterior
O Deputado Artur Bruno, presidente em exercício da Comissão de Educação e Cultura, parabenizou iniciativas do Secretário de Educação Superior do MEC e também a comissão pela realização dessa audiência.
ANDIFES
Maria Lúcia de Barros Camargo, representante da ANDIFES (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) reconhece que o procedimento de revalidação de diplomas de pós-graduação no exterior devam ser mais rápidos, com menos burocracia, no entanto, destacou, deve-se sempre obedecer ao princípio de mérito das universidades no exterior e dos pós-graduandos. O objetivo, pontuou, é manter a excelência e o rigor da qualidade do ensino no país. Maria Lúcia lembrou ainda a preocupação da ANDIFES quanto à revalidação automática de diplomas de pós-graduação obtidos em países pertencentes ao Mercosul. Segundo ela, este procedimento colide com o princípio de mérito e com o controle de qualidade do ensino no Brasil. A representante da ANDIFES falou ainda que o país tem uma grande oferta de vagas para cursos de pós-graduação e que a sua expansão passa, no entanto, pelo gargalo do ensino fundamental.
CNE
Por sua vez, Paulo Monteiro Vieira Braga Barone, representante do CNE (Conselho Nacional de Educação) ressaltou que se o país quiser manter-se incluso no cenário mundial necessita de manter um forte sistema de pós-graduação e de apoio à pesquisa científica. Destacou ainda a importância do intercâmbio entre estudantes brasileiros e estrangeiros como uma forma de enriquecimento e desenvolvimento de conhecimentos para o país. Paulo Monteiro também concordou com regras mais simples e sem burocracia para a revalidação de diplomas de pós-graduação no exterior e disse que o processo de avaliação desses documentos e do pós-graduando seria na forma de produção científica dos mesmos, sem deixar de lado a avaliação do princípio de mérito dos diplomas.
ANPGIEES
Críticas e denúncias foram feitas pelo Presidente da ANPGIEES (Associação Nacional dos Pós-Graduados em Instituições Estrangeiras de Ensino Superior, Vicente Celestino de França. Quanto à oferta de vagas para cursos de pós-graduação no país, salientou, são ínfimas; no Estado de Pernambuco, por exemplo, apenas 20 vagas por ano são abertas, o que obriga os brasileiros a sairem à procura de cursos no exterior. Aplaudiu, no entanto, recentes iniciativas do Governo Dilma para modificação desse quadro. Ainda para Vicente, há necessidade urgente de se estabelecerem regras claras que regulamente a questão, inclusive de matérias pertinentes que já se encontram no Congresso Nacional. O presidente da ANPGIEES criticou ainda decisões das universidades brasileiras em bloquear a revalidação desses diplomas. Existem casos de bolsistas do próprio CNPq que se encontram nessa situação.
Êxodo Educacional
Vicente Celestino afirmou que existem hoje 30 mil brasileiros cursando graduação e técnicas no exterior. Para ele, isto significa um retrocesso na educação do país.
Grupo de Trabalho
O presidente da ANPGIEES pediu a criação de um grupo de trabalho na Câmara dos Deputados para que sejam dadas continuidade às discussões realizadas hoje em audiência pública, bem como, para que sejam elaboradas e encaminhadas sugestões apresentadas às autoridades competentes.
Lisboa
Também presente à audiência pública, o representante da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia de Lisboa, Antonio Montenegro da Cunha Fiúza, falou sobre a importância de se observar o princípio do mérito na revalidação de diplomas de pós-graduação no exterior para que a excelência do ensino seja preservada. No entanto, ressaltou há necessidade de uma desburocratização do sistema de revalidação no país. Portugal tem especial interesse em receber estudantes de povos lusófonos em seu país e para tanto o Brasil necessita de regras mais claras.
Palavras do autor do requerimento
Para o deputado Paulo Rubem Santiago (PDT/PE) o Brasil tem uma década de atraso com relação à educação. “A liberdade de circulação de capitais no país é maior do que a liberdade de circulação da educação”, afirmou. Somente em 2006, segundo estatísticas do IPEA é que o país começou a recuperação da educação. Mesmo assim, salientou, ainda está muito distante do que se espera para um país que almeja o desenvolvimento. O deputado parabenizou as recentes iniciativas do Governo Dilma no tocante à expansão do acesso à bolsas de estudo, porém, sinalizou, isto tem que ser feito de uma forma ágil. Defendeu ainda a autonomia de cada universidade, porém, ressaltou a necessidade de uma definição de regras claras quanto ao processo de revalidação de diplomas de pós-graduação no exterior. Paulo Rubem sinalizou também com uma proposta de criação de uma Comissão Especial na Câmara dos Deputados para tratar do assunto.
por Francy Borges
Assessoria de Imprensa – fone: (61)3216-6623 – cec@camara.gov.br
sábado, 9 de julho de 2011
VEJA A PROSPERIDADE DO VALE DO ITAUEIRA COM AS OBRAS DA TRANSNORDESTINA
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Nos EUA, gasto alto com alunos não melhora educação
WASHINGTON - Com um dos maiores gastos por aluno no mundo, os Estados Unidos perceberam que apenas dinheiro não basta. Não é à toa que seus alunos ficam atrás de asiáticos e europeus nas principais avaliações internacionais, como mostra reportagem de Demétrio Weber, que passou três semanas em Washingtion D.C., como bolsista do Woodrow Wilson International Center e do jornal "The Washington Post".
De 2000 a 2006, os EUA caíram do 21 para o 35 lugar na prova de matemática do Programa para Avaliação Internacional de Alunos (Pisa, na sigla em inglês), teste aplicado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Em ciências, a queda foi da 16ª para a 29ª posição, no mesmo período. Nos dois casos, o país não atingiu a média da OCDE, entidade formada majoritariamente por nações desenvolvidas. Um problema técnico na impressão das provas deixou os Estados Unidos sem nota no teste de leitura.
Como no Brasil, o governo dos EUA desempenha um papel auxiliar na educação básica. A tarefa é dos governos estaduais e dos distritos educacionais. Um distrito pode abranger mais de uma prefeitura.
O Departamento de Educação americano, equivalente ao Ministério da Educação brasileiro, tem este ano um orçamento de US$ 62,6 bilhões, pouco mais de 11% dos US$ 543 bilhões que todos os níveis de governo deverão investir nos ensinos fundamental e médio. Considerando gastos privados e ensino superior, o departamento estima que a despesa chegará a US$ 1 trilhão.
Obama propôs um pacote para que o ensino público dê o tão sonhado salto de qualidade. E acenou com uma ajuda de cerca de US$ 100 bilhões até o ano que vem.
Conheça o sistema educacional americano. Colegial (High School), Graduação e Pós-Graduação
Vigora uma lei nos E.U.A que diz Todas as crianças americanas têm o direito de receber educação gratuitamente durante os 13 primeiros anos de vida acadêmica, não importando o sexo, religião, raça, deficiência física, dificuldade de aprendizado ou habilidade com o idioma.
Após estes 13 anos de educação gratuita, com um diploma ou certificado secundário (high school), o estudante pode entrar para um College, universidade, escola profissionalizante, escola de secretariado ou outras opções profissionalizantes. Qualquer estudante que queira adquirir educação superior deve pagar. Existem faculdades e universidades públicas e privadas, mas todas são pagas.
O sistema escolar norte-americano (primário e secundário) possui atualmente cerca de 50 milhões de alunos, dos quais 90%, freqüenta escolas públicas, segundo os números oficiais. A educação nos Estados Unidos é totalmente descentralizada. Os estados, comunidades e escolas têm toda a autonomia e provêem quase a totalidade dos recursos para as instituições públicas de Ensino Básico e Médio. Sem vínculo algum com o governo federal, o Ensino Médio é responsabilidade das comunidades locais, que decidem sobre tudo: currículo, carga horária, educação vocacional, aplicação de provas, salário de professores etc. O único ponto em comum é a duração do curso, quatro anos, e o ano letivo, 180 dias. As matérias oferecidas diferem de escola para escola, mas na maioria dos casos são de 5 a 7 matérias por semestre.
O primeiro ano da escola é chamado de Kindergarten e os 6 anos seguintes são chamados de Grade (1st Grade, 2nd Grade... 6th Grade), formando o Elementary School. O 7th e o 8th Grade são chamados de Junior High e do 9th ao 12th Grade de High School (mais conhecidos como freshman, sophomore, junior e senior), formando o Secondary School.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Comida e gasolina barateiam, e inflação é a menor em dez meses
Inflação oficial do país despenca de maio para junho, graças à queda no preço de alimentos e combustíveis, e termina em 0,15%, o patamar mais baixo desde agosto do ano passado. Os dois grupos de produtos são, porém, os vilões da inflação no ano, que terminou o semestre no nível mais alto desde 2003, 3,87%. Limite máximo aceito pelo governo até dezembro é de 6,5%.
Da Redação
BRASÍLIA – A inflação despencou de maio para junho e fechou o mês no patamar mais baixo dos últimos dez, 0,15%, informou nesta quinta-feira (07/07) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que calcula o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em maio, tinha sido de 0,47%.
A remarcação desacelerou de um mês para o outro graças ao barateamento dos alimentos e dos combustíveis. Os dois grupos são, no entanto, os grandes responsáveis pela inflação de 3,87% no acumulado do primeiro semestre, a mais alta desde 2003.
O baixo resultado de junho já era esperado pelo governo e pelo “mercado” que o Banco Central (BC) consulta toda semana sobre uma série de indicadores. Até o fim do ano, a expectativa oficial e do setor privado é de que a inflação mensal se situará em níveis inferiores aos do primeiro semestre.
Para o BC, isso será suficiente para o número final ficar abaixo do limite autoimposto pelo governo, que é de 6,5%. A última previsão do banco, divulgada em seu relatório trimestral de inflação, aponta variação de preços de 5,8% em 2011.
Nos últimos doze meses encerrados em junho, a inflação bateu em 6,71%, o maior valor em seis anos. O índice deve subir pelo menos até setembro, na medida em que os meses de julho e agosto do ano passado, em que a inflação foi quase zero, saírem da conta.
Este cenário preocupa o Banco Central porque se revelará bem no meio de um ciclo de reajustes salariais a ser negociados por diversas categorias de trabalhadores. E os sindicatos vão usar este índice mais elevadio para calcular o aumento que vão pedir.
Nos últimos dias, o presidente do BC, Alexandre Tombini, sugeriu que os trabalhadores não usassem a inflação passada para negociar aumentos, mas que olhassem para a frente.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores, Artur Henrique da Silva Santos, acha a proposta “absurda” porque negociação de salário é exatamente para proporcionar ganhos reais com base em inflação passada.
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