domingo, 7 de dezembro de 2014

AARGPI AGORA É ENTIDADE DE UTILIDADE PÚBLICA ESTADUAL

A AARGPI - Associação de Amigos do Rio Grande do Piauí no dia 17 de novembro de 2014 passou a ser uma entidade reconhecida de Utilidade Pública do Estado do Piauí. A Lei nº 6.558 de 17 de novembro de 2014 foi Publicada no Diário Oficial do Estado do Piauí. Através de um projeto de Lei proposto pelo Deputado Wilson Brandão foi aprovada na Assembléia Legislativa e Assinado pelo Governador José Filho. Após ser habilitada no dia 26 de setembro de 2014 pelo Ministério das Cidades para construção de casa pelo PIS - Programa de Interesse Social do Governos Federal. A AARGPI agora Entidade de Utilidade Pública do Estado do Piauí, está habilitada a operar parcerias com o Estado e Municípios e levar pra nossa cidade mais atividade e projetos para a nossa comunidade.

Associação Habilitada pelo Ministério das Cidades para construção de casas


Foi publicado no diário oficial da União Nº 186, sexta-feira, 26 de setembro de 2014 ISSN 1677-7042 81 - Aprovação e Habilitação da Associação de Amigos do Rio Grande do Piauí para construção de Casas pelo Programa de Interesse Social baseado na Portário 247 do Ministério da Cidade. Estamos aguardando a assinatura do contrato para iniciar o cadastro e seleção para construção das casas no Rio Grande do Piauí.

domingo, 30 de novembro de 2014

Quais são as camadas da atmosfera?

A pergunta foi feita pela leitora Ana Caroline Bernardino, de Orlândia-PR. Veja a resposta da redação da revista Mundo Estranho
Diego Garcia 
Mundo Estranho

São  elas: troposferaestratosferamesosfera,termosfera exosfera. Juntas, as cinco compõem a atmosfera, camada gasosa que envolve a Terra e é responsável, entre outras coisas, por manter o equilíbrio térmico do planeta, proteger contra o impacto de meteoros e filtrar os raios ultravioleta. 
A diferença entre cada uma das camadas é, basicamente, de temperatura e altitude. Mas cada uma guarda suas peculiaridades.

1. A FAIXA DA VIDA
Nome
: Troposfera
Altitude: De 0 km a 18 km
Temperatura: Até -60°C, nas partes mais altas
Concentra as maiores quantidades de gases indispensáveis para os seres vivos: 78% de nitrogênio, 21% de oxigênio e 1% de gás carbônico. Nela, ocorrem os fenômenos meteorológicos, como chuvas e ventos. E é por ela que transitam aviões, helicópteros, balões etc.

2. FILTRO SOLAR
Nome
: Estratosfera
Altitude: De 18 km a 50 km
Temperatura: De -60°C a -80°C
Nela está a camada de ozônio, responsável por filtrar a radiação ultravioleta emitida pelo Sol. O famoso "buraco", na verdade, é a rarefação do ozônio e fica concentrado na Antártida, levado por fortes correntes de ar.

3. PELÍCULA PROTETORA
Nome: Mesosfera
Altitude: De 50 km a 80 km
Temperatura: De -10°C a -100°C
Protege a Terra de meteoros. Eles caem a uma velocidade de 65 mil km/h, mas explodem ao encontrarem o atrito dessa fatia, aliado à baixa temperatura. Nela também se formam as intrigantes nuvens noctilucentes: compostas por minúsculos cristais de gelo que só são visíveis quando iluminados por baixo, no pôr do sol.

4. CAMINHO PARA O SOL
Nome: Termosfera
Altitude: De 80 km a 300 km
Temperatura: Pode chegar a 1.000°C
Nessa camada o ar já é muito rarefeito. É aqui que o vento solar é interceptado pelo magnetismo da Terra e direcionado para os polos, o que forma a aurora boreal. É também onde fica a ionosfera, faixa carregada de íons e que recebe e transmite as frequências do rádio.

5. LACRE ESPACIAL
Nome
: Exosfera
Altitude: De 300 km a 600 km
Temperatura: 1.000°C
É a transição entre a atmosfera e o espaço, por isso, vai terminando gradualmente até virar só espaço sideral! Nessa camada ficam os satélites espaciais que orbitam a Terra. Como o ar é extremamente rarefeito, a temperatura chega a 1.000 oC. Mas não se assuste: devido à rarefação, o calor não se propaga.

Consultoria: Claudia Marques Rosa, bióloga
Fonte: Livro Geografia Crítica Vol. 1, de J. William Vesentini

Escolha os nomes dos mascotes das Olimpíadas 2016, defensores do esporte e do meio ambiente

Eles são muito coloridos, divertidos e cheios de poderes mágicos. Representam a rica biodiversidade do Brasil e foram escolhidos como embaixadoras dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. Um é resultado da mistura de várias
espécies de animais, o outro de plantas das florestas brasileiras e ambos ainda não têm nome. Que tal você ajudar a escolher o que mais combina com cada um?

Durante a Copa do Mundo, o Brasil teve como símbolo nacional um simpático tatu-bola,espécie ameaçada de extinção escolhida para nos lembrar de preservar a natureza. Mal Fuleco (nome infeliz, resultado da mistura de futebol com ecologia) saiu de cena, chegaram outros dois mascotes superlegais, também amigos do esporte e do meio ambiente. Os embaixadores dos Jogos Olímpicose Paralímpicos têm muitas cores, poderes mágicos, histórias para contar e até vídeo, mas ainda não têm nome.

Quando o Rio de Janeiro foi escolhido para ser a sede dos Jogos, em outubro de 2009, houve uma grande explosão de alegria que criou esses dois seres mágicos. Cada um tem poderes herdados da força da natureza que, no caso do Brasil, é muuuuito grande. Nossa biodiversidade é a maior do mundo, não tem nenhum país com tanta riqueza natural quanto o nosso. E o que acontece quando todos os poderes da fauna e da flora são reunidos em dois personagens espertos? Conheça melhor cada um deles para escolher o nome mais legal!

O símbolo da edição de 2016 dos Jogos Olímpicos é um animalzinho que mistura um pouco de todos os bichos do Brasil, por isso, tem muitas habilidades: pula bem alto, corre bem rápido e pratica muitos esportes. Ele consegue se esticar muito, muito mesmo, a ponto de ficar com as patinhas de um lado do Maracanã e a cabeça do outro. Ele vive brincando por aí e tem muitos amigos pelo mundo, pois sabe imitar a voz de todos os animais. Por ser muito comunicativo, sua missão é celebrar a paz entre os povos e contagiar as pessoas com sua animação. Não parece ser um ótimo anfitrião para receber atletas e torcedores de diferentes países?

Seu melhor amigo é o mascote dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, um ser mágico que reúne qualidades de todas as plantas das florestas brasileiras. Dá para imaginar quais poderes ele tem? As plantas crescem em direção ao sol, superando qualquer obstáculo, e é isso que ele faz de melhor. Apaixonado por esporte, ele consegue tirar coisas de dentro da cabeça (de ideias brilhantes a objetos) para resolver qualquer problema: quanto mais radical o desafio mais divertido fica. Sua missão é usar a criatividade e a determinação para ir mais longe e se divertir. 

As opções de nome são: 
Oba e Eba, que são expressões de alegria e comemoração; 
Tiba Tuque e Esquindim, que lembram o gingado brasileiro e 
Vinicius e Tom, em referência a dois famosos artistas da música brasileira, Vinicius de Moraes e Tom Jobim. 

Qual nome combina mais com o perfil dos personagens, na sua opinião?

Você já pode votar pelo site das Olimpíadas. O nome escolhido será divulgado no dia 14/12. Ah, no site é possível ver o vídeo de apresentação dos personagens também. Participe!

A comunidade no mapa

As favelas brasileiras não aparecem no Google Maps. Mas isso começa a mudar com a geolocalização de ruas, vielas, becos e do comércio da Favela da Rocinha, no Rio De janeiro. Conheça o projeto digital Tá no Mapa!


Encontrar a casa da jovem Mariana Queiroz na comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro, não é nada fácil. O visitante deve pegar uma mototáxi ou uma van até a rua 1. De lá, seguir por um caminho chamado Terreirão. Subir até encontrar a creche da dona Elisa. Continuar subindo até a escola Ibi. Depois, é só perguntar a qualquer pessoa que esteja passando onde mora a Mariana e ter a sorte de a indicação estar correta. É usando referências como essas que muitos moradores da Rocinha explicam como chegar a um endereço.

Mas Mariana tem a oportunidade de ajudar a mudar isso. Ela faz parte do projeto Tá no Mapa!, uma iniciativa do grupo cultural AfroReggae* em parceria com a agência de publicidade JWT e o Google para colocar as comunidades cariocas no mapa digital mais usado em todo o mundo, o Google Maps. Em breve, qualquer pessoa poderá encontrar casas, ruas, vielas, travessas, becos, estabelecimentos comerciais e pontos turísticos das favelas da Rocinha, do Vidigal e do Complexo do Caju por meio da maior plataforma de buscas da web. O mapeamento está sendo feito com a ajuda dos próprios moradores. O AfroReggae recrutou jovens da comunidade para coletar os dados, dando a eles uma oportunidade de trabalho temporário.

Com óculos de sol, tênis confortáveis e um smartphone, Mariana, 22 anos, faz parte do grupo que passa até 6 horas por dia caminhando pelas vielas da comunidade. Ela e seus colegas receberam treinamento da equipe do Google para aprender a usar as ferramentas. "Vimos como funciona todo o processo em detalhes", diz Mariana.

Para colocar uma área no mapa é preciso tirar uma foto com o celular e inserir informações básicas, como nome da rua, no Map Maker Mobile Buddy, aplicativo paraAndroid criado pelo Google para que qualquer usuário possa ajudar a aprimorar o mapa de uma região. Depois, esses dados são editados com o Google Map Maker e enviados para a aprovação da equipe técnica do Google. Ao fim do processo, todas as áreas estarão publicadas no Maps.

O Tá no Mapa! foi lançado no início de 2013, com testes em Parada de Lucas, comunidade com mais de 20 mil habitantes na zona norte do Rio de Janeiro. Com o slogan "Quebrando o muro entre a favela e a cidade", o projeto busca integrar e reconhecer essas áreas como parte da cidade. "Os moradores vivem aqui há gerações, e o fato de saber que estão sendo referenciados numa ferramenta global passa uma sensação de reconhecimento", afirma Renato Herzog, integrante do AfroReggae e coordenador do projeto. "Mas para mapear as áreas é preciso ter pessoas que saibam circular pela região. O AfroReggae tem esse poder de articulação com as lideranças locais e identificou essas pessoas." A previsão é que o mapeamento dure cerca de dois meses e meio.

Foi depois da experiência em Parada de Lucas que o AfroReggae ganhou o apoio do Google para mapear outras comunidades. Referência em ações de inclusão nas favelas cariocas, a ONG surgiu na época em que ocorreu a chacina de Vigário Geral, em 1993. A partir daí, começou a promover atividades artísticas e culturais para afastar os jovens da violência. Hoje, o grupo tem núcleos em Vigário Geral, Morro do Cantagalo, Parada de Lucas e, em 2013, chegou a São Paulo.

A Rocinha é uma das maiores favelas da América Latina. A associação dos moradores estima que sejam mais de 180 mil os habitantes, confinados em 878 mil metros quadrados que fazem limite com os bairros da Gávea, de São Conrado e do Vidigal. Em suas ruas há um intenso movimento de carros, caminhões e motos, como o que acontece no comércio das grandes cidades. "Estava praticamente sozinho nesta rua", diz Raimundo Moacir, que abriu a primeira loja em 1974, no Caminho do Boiadeiro. Hoje dono de uma loja de calçados e roupas chamada Itatira, Moacir está cercado de novos empreendimentos. Um ponto comercial na região pode custar até 5 mil reais por mês.

Apesar de toda a atividade comercial, e de ter conquistado o status de bairro em 1993, quem procura por "Rocinha" no Google Maps encontra um espaço praticamente em branco, com destaque apenas para uma rua principal, a Estrada da Gávea. "A Rocinha é 1 milhão de vezes maior do que a Estrada da Gávea.

sábado, 15 de novembro de 2014

EUA E CHINA FAZEM ACORDO ILUSÓRIO

Barack Obama e Xi Jinping anunciaram nesta quarta-feira (12/11) um acordo "histórico" para a luta contra a mudança climática, que incluirá reduções de suas emissões de gases do efeito estufa

Pequim e Washington também esperam que o pacto sirva de exemplo para o resto do mundo. A iniciativa, estipulada pelos presidentes Xi Jinping e Barack Obama, constitui o primeiro anúncio de corte das emissões de gases poluentes por parte da China.

O país asiático se comprometeu a reduzir as emissões a partir de 2030, quando seus níveis alcançarão seu máximo. Com isso, Xi anunciou que, até lá, 20% da energia produzida em seu país vai ter origem em fontes limpas e renováveis

Xi, no entanto, não comentou o percentual da redução que a China deve estipular como meta. Já os EUA diminuirão entre 26% e 28% de suas emissões até 2025 em relação aos níveis de 2005, o que representa um número duas vezes maior que as reduções previstas entre 2005 e 2020.

Xi e Obama fizeram o anúncio durante uma entrevista coletiva no Grande Palácio do Povo de Pequim, após dois dias de reuniões na capital chinesa, nas quais repassaram todos os níveis de suas relações, com o acordo sobre mudança climática como principal resultado tangível.

"Trata-se de um acordo histórico", destacou Obama, que acrescentou que o objetivo dos EUA é "ambicioso, mas alcançável". Além disso, o chefe de Estado americano comentou que o pacto é "um marco importante nas relações entre Washington e Pequim".

O presidente da China ressaltou que os dois países estabeleceram "um novo modelo para as relações entre potências" e comemorou o nível de entendimento entre os dois governos. O acordo, que foi negociado durante meses pelos dois países, pretende promover um pacto em nível global, visando a Conferência sobre Mudança Climática que acontecerá em Paris no ano que vem.

"Temos uma responsabilidade especial para liderar um esforço global contra a mudança climática", afirmou Obama, que lembrou que os Estados Unidos e a China são "as duas maiores economias, os maiores consumidores de energia e os maiores emissores de gases do efeito estufa do mundo".

Para cumprir com seu objetivo de produzir 20% de energia a partir de fontes limpas, a China terá que aumentar a geração desse tipo em entre 800 e mil gigawatts, uma quantidade superior à capacidade atual de suas usinas de carvão e equivalente a quase toda a energia produzida nos EUA.
LEI O ACORDO PRA OS OUTROS CUMPRIREM.

Barack Obama e Xi Jinping anunciaram nesta quarta-feira (12/11) um acordo "histórico" para a luta contra a mudança climática, que incluirá reduções de suas emissões de gases do efeito estufa

Pequim e Washington também esperam que o pacto sirva de exemplo para o resto do mundo. A iniciativa, estipulada pelos presidentes Xi Jinping e Barack Obama, constitui o primeiro anúncio de corte das emissões de gases poluentes por parte da China.

O país asiático se comprometeu a reduzir as emissões a partir de 2030, quando seus níveis alcançarão seu máximo. Com isso, Xi anunciou que, até lá, 20% da energia produzida em seu país vai ter origem em fontes limpas e renováveis

Xi, no entanto, não comentou o percentual da redução que a China deve estipular como meta. Já os EUA diminuirão entre 26% e 28% de suas emissões até 2025 em relação aos níveis de 2005, o que representa um número duas vezes maior que as reduções previstas entre 2005 e 2020.

Xi e Obama fizeram o anúncio durante uma entrevista coletiva no Grande Palácio do Povo de Pequim, após dois dias de reuniões na capital chinesa, nas quais repassaram todos os níveis de suas relações, com o acordo sobre mudança climática como principal resultado tangível.

"Trata-se de um acordo histórico", destacou Obama, que acrescentou que o objetivo dos EUA é "ambicioso, mas alcançável". Além disso, o chefe de Estado americano comentou que o pacto é "um marco importante nas relações entre Washington e Pequim".

O presidente da China ressaltou que os dois países estabeleceram "um novo modelo para as relações entre potências" e comemorou o nível de entendimento entre os dois governos. O acordo, que foi negociado durante meses pelos dois países, pretende promover um pacto em nível global, visando a Conferência sobre Mudança Climática que acontecerá em Paris no ano que vem.

"Temos uma responsabilidade especial para liderar um esforço global contra a mudança climática", afirmou Obama, que lembrou que os Estados Unidos e a China são "as duas maiores economias, os maiores consumidores de energia e os maiores emissores de gases do efeito estufa do mundo".

Para cumprir com seu objetivo de produzir 20% de energia a partir de fontes limpas, a China terá que aumentar a geração desse tipo em entre 800 e mil gigawatts, uma quantidade superior à capacidade atual de suas usinas de carvão e equivalente a quase toda a energia produzida nos EUA.

Um mundo melhor através da educação


A com esse olhar que o mineiro Flávio Tófani fundou um projeto social, que já levou palestras, oficinas gratuitas e capacitação profissional para mais de 50 mil pessoas


Gustavo Andrade/Odin
O "tio" surgiu dentro da sala de aula, há mais de duas décadas. Desde então, Flávio Tófani, de 41 anos, vem utilizando o apelido carinhoso como marca. Em 2010, ele resolveu batizar de Tio Flávio Cultural* o projeto social que criou. Professor e coordenador de programas de pós-graduação, Tófani queria levar o conhecimentotambém para quem não frequenta as universidades. 

Começou montando ciclos de palestras gratuitas com nomes como o psicólogo Osvaldo Argollo e a consultora em design Lígia Fascioni, que mora em Berlim. "Desde o início, o que faço é articular, colocar frente a frente quem pode ajudar e quem precisa ser ajudado." Foi assim quando convidou o palestrante motivacional William Caldas para falar sobre vendas para as atendentes de telemarketing do projeto assistencial Novo Céu, no Jardim Laguna. O trabalho das moças é fundamental para que a ONG, onde vivem 65 crianças e adultos portadores de paralisia cerebral, consiga doações. A Novo Céu é apenas uma das várias instituições beneficentes da região metropolitana cujo trabalho é desenvolvido com a contribuição do projeto Tio Flávio.

Outra frente de trabalho são os cursos gratuitos de qualificação profissional para adolescentes que participam de programas como o Jovem Aprendiz, o Plug Minas e o Rede Cidadã. "São tantas ações que fica até difícil contar", diz, orgulhoso, Tófani. "Não consigo ver uma saída para um mundo melhor que não seja através da educação."

Sempre em busca de novos desafios, tio Flávio está agora envolvido com ações dentro de quinze presídios mineiros, em parceria com a Associação de Proteção e Amparo ao Condenado (Apac). "Minha função é fazer com que esses homens e mulheres condenados pela Justiça possam trabalhar dignamente quando voltarem à liberdade", afirma ele. 

Além de palestras, o professor oferece cursos e oficinas aos detentos. Toda segunda-feira, por exemplo, os chefs Américo Piacenza e Jaime Solares dão aulas de culinária na Apac, de Nova Lima. "O mais bacana é começar um projeto e ver outras pessoas abraçando a causa."

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

68% das maiores empresas enxergam riscos relacionados à água

Vanessa Barbosa / Portal Exame - 12/11/2014 às 10:58

Praticamente todas as empresas consomem água em seu processo produtivo, de forma que a escassez do recurso, a má qualidade ou os custos elevados de captação podem comprometer a própria oferta de bens e serviços. É uma relação fácil de entender, porém negligenciada nas estratégias de negócio por muito tempo. Não mais.
Dois terços das maiores empresas do mundo já relatam preocupação com riscos associados à gestão da água, que poderiam afetar substancialmente suas atividades, operações e receitas.
É o que mostra o último relatório global sobre água produzido pelo CDP, organização internacional que atua junto a investidores e companhias de todo o mundo para prevenir as mudanças climáticas e proteger os recursos naturais.
Enquanto 68 por cento das empresas que responderam à pesquisa acreditam que a água é fator de risco para seus negócios, 22% disseram que as questões em torno do recurso podem limitar seu crescimento.
A análise baseia-se nos dados de gestão da água de 174 empresas listadas na FTSE Global 500 Equity Index, índice que reúne as 500 companhias com maior capitalização na Bolsa de Valores de Londres.
O levantamento foi feito a pedido de 573 investidores institucionais que, juntos, somam 60 trilhões de dólares em ativos, refletindo uma crescente atenção dos acionistas para os desafios da água.
grafico
Para quase metade (43%) das empresas, os riscos relacionados à água deverão ter um impacto nos próximos três anos – resultando, por exemplo, no encerramento das operações, prejuízo à imagem e redução de valor para o acionista. Um terço delas acredita que osefeitos serão sentidos em menos de um ano.
Além disso, o relatório destaca que as pressões de água serão mais fortemente sentidas nos mercados emergentes, onde as empresas vêem novas oportunidades de crescimento, como o Brasil, China, Índia e México. As empresas que não gerirem bem o recurso podem rapidamente encontrar-se em desvantagem competitiva.
Felizmente, elas já começam a responder a este risco. Três quartos das companhias disseram avaliar como a qualidade e a quantidade da água afetam sua estratégia de crescimento. Na lista estão gigantes como a Diageo, a H&M, a Merck e a Unilever.
Essa mudança vem acompanhada de uma nova abordagem: para 62% dos entrevistados, a água deixou de ser um problema operacional, restrito a decisões setoriais, e passou a ser discutido no nível de diretoria. Essa taxa era de 58% em 2013.
Atualmente, segundo o relatório, a grande maioria das empresas (90%) integra a água em suas estratégias de negócios e 82% possuem metas de ajustes para reduzir o consumo do recurso.
No entanto, apesar da mudança de postura, quarenta e dois por cento das empresas solicitadas pelos investidores a divulgar informações relacionadas com os riscos de água não o fizeram. Conforme a pesquisa, as empresas de energia têm o menor nível de divulgação.
Crédito da foto: wester/Creative Commons/Flickr