(13), o Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino. O ato de lançamento
aconteceu na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul.
A iniciativa, que reuniu dezenas de entidades do movimento social
e partidos políticos, foi do CEBRAPAZ (Centro Brasileiro de Defesa
da Soberania dos Povos e Luta pela Paz), FEPAL (Federação
Árabe-Palestina do Brasil) e da Sociedade Árabe Palestina do Rio
Grande do Sul. Além dessas entidades, o ato foi coordenado
conjuntamente pelas Centrais Sindicais.
O marco do lançamento do Comitê foi a aprovação da Carta
dos Gaúchos, assinada pelas organizações (leia a íntegra abaixo).
Após, os manifestantes saíram em caminhada pelas ruas da capital,
até a “Esquina Democrática”, onde realizaram ato público.
A CTB teve papel de destaque, com a presença de dezenas de militantes
e dirigentes de diversos municípios do RS. Guiomar Vidor, presidente
da entidade, afirmou que a Central está comprometida integralmente
com a luta do povo palestino pela sua libertação e pela conquista do Estado
Palestino.
“Somos todos palestinos!”, afiançou o dirigente. Segundo Vidor, a luta pelo
fim da carnificina em Gaza, pela paz e pela criminalização do governo
sionista, é parte da luta de todos que buscam uma sociedade de
justiça social. “É um dos princípios da CTB o internacionalismo, a soberania
e autodeterminação dos povos”, disse.
e dirigentes de diversos municípios do RS. Guiomar Vidor, presidente
da entidade, afirmou que a Central está comprometida integralmente
com a luta do povo palestino pela sua libertação e pela conquista do Estado
Palestino.
“Somos todos palestinos!”, afiançou o dirigente. Segundo Vidor, a luta pelo
fim da carnificina em Gaza, pela paz e pela criminalização do governo
sionista, é parte da luta de todos que buscam uma sociedade de
justiça social. “É um dos princípios da CTB o internacionalismo, a soberania
e autodeterminação dos povos”, disse.
Por Sônia Corrêa -Fotos: Márcia Carvalho
CARTA DO COMITÊ GAÚCHO DE SOLIDARIEDADE AO POVO
PALESTINO
PALESTINO
Em 1947 o Conselho de Segurança da ONU aprovou a partilha que dividiu
a histórica Palestina em dois estados (Israel e Palestina).
Quase 800 mil palestinos foram expulsos de forma brutal e sangrenta
de suas terras, vilas e lares. Sessenta anos após, o povo palestino continua
resistindo à ocupação israelita-sionista. Mesmo condenado a
sobreviver em campos de concentração dentro de 17,2% do que lhes restou
de suas terras, ou a ser cidadãos de segunda categoria dentro das fronteiras
de Israel.
O que acontece na Palestina?
A nação palestina sofre um verdadeiro regime de Apartheid: cidades
cercadas por muros e arames farpados, mais de 600 postos de controle
que impedem a livre circulação, servindo como instrumentos de castigo
coletivo à população. A construção promovida por Israel de assentamentos
ilegais, os mais de 10 mil presos políticos nos cárceres israelenses, a
“ocidentalização” de Jerusalém Oriental, mostram que Israel ocupa
a Palestina, militar, econômica e politicamente.
Quem são os Palestinos?
Os palestinos são aproximadamente nove milhões. Quatro milhões vivem
na Jordânia, Síria, Líbano e outros paises árabes onde sobrevivem em
campos de refugiados. Um milhão de palestinos encontra-se em diáspora
nos mais diferentes países. Mais quatro milhões vivem nos territórios
ocupados da Palestina, Cisjordânia, Faixa de Gaza e Israel.
Os palestinos vivem sob a política segregacionista do governo de Israel, que
detém o controle do fornecimento de água, eletricidade e combustíveis.
A movimentação dos palestinos é severamente controlada por 600 barreiras
militares, muro da vergonha com 700km de comprimento e 8m de altura,
que corta e cerca a Palestina.
Israel controla todas as fronteiras não permitindo o retorno dos palestinos.
A Faixa de Gaza é a área de maior densidade populacional do planeta, com
cerca de quatro mil hab por quilômetro quadrado.
O massacre
Desde o dia 27 de dezembro de 2008, o exército de Israel vem promovendo
um novo massacre. Não podemos chamar de guerra a esta carnificina,
onde o quarto maior exército mundial executa indistintamente crianças e
mulheres com o pífio argumento de que combate as forças do Hamas.
Esta agressão criminal é contra o povo palestino, suas casas, escolas,
mesquitas, hospitais, crianças, mulheres e anciões.
Terrorismo, para Israel, é qualquer ato de resistência, é qualquer árabe que
não se submeta aos ditames dos invasores.
As verdadeiras razões da barbárie
Às vésperas das eleições em Israel, o governo sionista lança os violentos
ataques ao povo palestino com a intenção de promover eleitoralmente seus
partidos às custas do sangue de inocentes. Ao mesmo tempo que busca,
através da força, dividir a nação palestina e seus representantes, para
impedir a criação de um Estado Palestino livre e soberano.
O Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino – RS convoca:
A todos os democratas do mundo a denunciar esta monstruosidade e
combater, de todas as formas possíveis, as atrocidades do governo de
Israel e seu comparsas imperialistas, os EUA, com sua política de
dominação opressiva, massacrando povos do oriente médio, como
Iraque, Afeganistão, Palestina, Líbano...
Pelos motivos expostos, exigimos:
1-FIM IMEDIATO DOS ATAQUES E AGRESSÕES AO POVO PALESTINO;
2-RETIRADA INCONDICIONAL DAS TROPAS ISRAELENSES E
LEVANTAMENTO DO CERCO A GAZA;
3-ABERTURA DAS PASSAGENS PARA AJUDA HUMANITÁRIA;
4-FIM DA OCUPAÇÃO MILITAR DO TERRITÓRIO PALESTINO;
5-POR UM ESTADO PALESTINO LIVRE, LAICO, SOBERANO E
VIAVÉL.
Entidades e personalidades participantes:
Federação Árabe-Palestina do Brasil (FEPAL), Centro Brasileiro
de Defesa da Soberania dos Povos e Luta Pela Paz (CEBRAPAZ),
Sociedade Árabe Palestina do RS, PSOL, PCdoB, PCB, PSTU,
PT, Corrente Comunista Luiz Carlos Prestes, Movimento
Avançando Sindical, Juventude Avançando, Comitê pela
Libertação da Palestina, União da Juventude Socialista, União
da Juventude Comunista, União Brasileira dos Estudantes
Secundaristas, União Brasileira dos Estudantes, Sociedade
Palestina, SINDISPREV, SINDIPETRO, Sin. Metalúrgicos de
Caxias do Sul, SEMAPI, CUT RS, CTB-RS, CONLUTAS RS,
OAB RS, SINDIPETRO RS, Associação Cultural José Martí,
Associação de Médicos e Amigos de Cuba, Deputada Federal
Luciana Genro, Deputada Federal Manuela Dávila, Vereadora
Fernanda Melchionna, Vereador Assis Melo, Vereador Pedro
Ruas, Gab. Adão Villaverde, Gab. Marisa Formolo, Gab. Raul
Carrion, Gab. Maria do Rosário, Gab. Dionilso Marcon, Gab.
Adão Pretto, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, União
das Associações de Moradores de Porto Alegre, Clube de Cultura,
Sindicato dos Assistentes Sociais.
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