Data de Publicação: 20 de setembro de 2011 às 20:35
O governo do Estado apresentou à direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (SINPROESEMMA)
proposta de tabela salarial, com vigência a partir de outubro, prevendo
um reajuste em torno de 39% para a primeira referência da tabela atual.
Também propôs aumento de 20% para a terceira e quarta classes (13ª à
25ª referência), sendo 10% pagos em outubro e os outros 10% com data de
pagamento a ser definida na próxima reunião entre as partes, agendada
para esta quarta-feira, 21, às 14h30, na Secretaria de Estado de
Educação (Seduc).
CONFIRA AS TABELAS:
1-COM A APLICAÇÃO DE 10% A PARTIR DA 13ª REFERÊNCIA
2-COM O TOTAL DE 20% A PARTIR DA 13ª REFERÊNCIA
1-COM A APLICAÇÃO DE 10% A PARTIR DA 13ª REFERÊNCIA
2-COM O TOTAL DE 20% A PARTIR DA 13ª REFERÊNCIA
A apresentação da proposta ocorreu em reunião da mesa de negociação entre o Sindicato e representantes do governo, realizada no final da tarde desta terça-feira, 20, na Seduc, da qual participaram o secretário de Educação, Bernardo Bringel, e o presidente do SINPROESEMMA, Júlio Pinheiro, acompanhados por vários diretores do Sindicato e da Seduc.
De acordo com a proposta, os salários dos professores da primeira classe (da 1ª à 6ª referência) seria de R$ 1.187,00, valor atual do Piso Salarial Nacional, e da segunda classe (da 7ª à 12ª referência), no valor de R$ 1.234,56. Com o reajuste de 10% e aplicando o percentual de diferença entre as referências, a 13ª ficaria com a remuneração final de R$ 1.419,74 e a 19ª referência seria no valor de R$ 1.794,85, sendo que a última (25ª) chegaria a R$ 2.405,27.
Quanto à Gratificação por Atividade de Magistério (GAM), uma conquista dos educadores, houve um recuo na proposta de incorporação apresentada pelo governo, baixando de 80% para 20%, a todas as referências salariais, com alteração no valor do vencimento.
O presidente do SINPROESEMMA, Júlio Pinheiro, disse ao governo que irá avaliar a proposta apresentada, em reunião com toda a diretoria do sindicato, na manhã desta quarta-feira, e que voltará a discutir os números na reunião com o governo e depois disso estabelecer uma agenda de assembléia para discutir a proposta com a categoria.
Júlio
Pinheiro argumentou com o governo a necessidade de discutir as
definições das regras da carreira dos trabalhadores, que devem ser
garantidas no Estatuto do Educador. “Para efeito futuro, essas regras
devem ser definidas para a descompressão da tabela, que não pode ficar
congelada”, explica o presidente.
Pelo acordo firmado entre o governo e a categoria, no final da greve deste ano, o Estatuto do Educador deve ser enviado pelo governo à Assembléia Legislativa, 60 dias após a data de publicação do acórdão do Supremo Tribunal Federal (STF), referente ao julgamento de constitucionalidade do Piso Salarial Nacional. Como o acórdão foi o publicado em 24 de agosto deste ano, o governo tem o prazo até o dia 24 de outubro para enviar o Estatuto do Educador aos parlamentares, para apreciação e votação, com a regras da carreira profissional devidamente discutidas e acertadas com a categoria.
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