Para Júlio César, é preciso acabar com os privilégios que desequilibram a divisão dos tributos.
O deputado federal Júlio
César Lima (PSD/PI) propôs fazer uma reavaliação do pacto federativo
reajustando os valores de transferências constitucionais para os estados
e municípios. Para Júlio César, é preciso acabar com os privilégios que
desequilibram a divisão dos tributos. Ele se referia aos incentivos a
Zona Franca de Manaus e ao Fundo Constitucional do Distrito Federal que,
segundo o deputado, retiram dinheiro do IPI e do Imposto de Renda que
deveriam ir para os estados e municípios.
Na
proposta de Júlio César, a União deixaria de ficar com 58% do que é
arrecadado no bolo tributário para ficar com 50%, os demais recursos
seriam repartidos com os estados e municípios. A proporção apresentada
pelo deputado é que os atuais 24% passados para os estados seriam
reajustados para 28% e os 16% para os municípios, majorados em 22% dos
valores dos tributos arrecadados pela União.

O
assunto foi discutido recentemente por Júlio César com o
vice-governador de São Paulo, Afif Domingos, e o ex-governador do
Amazonas, Omar Aziz. Os desequilíbrios financeiros afetam o pacto
federativo. O Governo Federal cedeu aos estados , 5% do Imposto de Renda
e do IPI, e para os municípios, também 5% do IPI e Imposto de Renda,
ainda cedendo 3% do total do bolo tributário para compor os fundo como o
FNE, FNO e FCO. Em valor de hoje, observando que cada ponto equivale a
2,6, dá R$ 33,8 bilhões, explicou o parlamentar do PSD.
O
problema é que a partir da Constituição de 88, a União criou muitos
tributos e contribuições que não compartilhou e no diluiu os recursos
arrecadados com os estados e municípios, que seria uma transferência
obrigatória. “A União ainda repassou obrigações e responsabilidades como
educação, saúde e saneamento, além de outros, para os estados e
municípios. Hoje a situação está pior do que era antes da Constituição
de 88, por isso, temos que rever o pacto federativo e observar a
redistribuição dos recursos.”, emendou.
“Estamos
apresentando um projeto para fazer a revisão dos privilégios concedidos
e isso envolve uma série de coisas. Tem os royalties do petróleo , onde
os recursos ficam concentrados em dois estados e deveria ser
distribuído pelos critérios adotados pelo FPE e FPM para todos os
estados e municípios. Esse é um processo que ainda está em andamento,
que resultam ainda do projeto original apresentado por mim em 2007. Em
valores de hoje seriam R$ 16 bilhões para serem distribuídos.”,
completou Júlio César.
Ele
ainda frisou que é preciso frear o crescimento de incentivos fiscais
para a Zona Franca de Manaus que passou de 17,6% , em 2011, para 21,2%
no orçamento de 2012. Isso dá quase R$ 4 bilhões, enquanto os incentivos
para o Nordeste caíram a cada ano. A nossa proposta é dar
proporcionalidade, à medida que crescer os incentivos para a Zona Franca
de Manaus, deve crescer em igual percentual os recursos para o
Nordeste, através da Sudene, explicou o deputado.
O
outro ponto abordado por Júlio César e o Fundo Constitucional do
Distrito Federal que este ano executou R$ 8 bilhões, fora o fundo do
Governo do DF, que ainda tem R$ 2 bilhões destinados pela União para o
Judiciário e Ministério Público. Isso totaliza um fundo de R$ 10
bilhões, tornando Brasília a unidade federada mais forte economicamente e
com maior renda per capital do Brasil.
Então,
a soma dos três itens: royalties do petróleo, incentivos a Zona Franca e
o fundo de Brasília, dá R$ 48 bilhões que saem do bolo tributário em
detrimento das demais unidades federadas. Temos que rever e reavaliar a
situação dos outros entes excluídos e melhorar as transferências para
estados e municípios. Propomos que a União passe a ficar ao invés de
58% com 50%, e aumente o repasse para os estados que passariam de 24%
para 28% e os municípios que passariam de 16% para 22% do bolo
tributário arrecadado, justificou Júlio César.
redacao@cidadeverde.com
redacao@cidadeverde.com
Nenhum comentário:
Postar um comentário